Pra começar, descreve um pouco
tua pessoa. O que fazes, profissão, trabalho, interesse.
Iuri: Bem, sou bancário há
14 anos e já faz uns 7 que atuo na área de loterias
da Caixa Federal. Nos últimos anos tenho me dedicado a
área de planejamento da Rede de Unidades Lotéricas
e Correspondentes Bancários, lidando com padronização,
normalização e regulamentação desses
parceiros. Mas também me interesso pelas áreas de
produtos e estratégias.
Quanto tempo faz que
moras fora do Brasil?
Iuri: Estou há pouco
mais de 1 ano fora do Brasil e ainda demorarei, pelo menos, mais
um ano e meio pra voltar.
Por que saíste do país? Qual
o motivo de estar vivendo aqui?
Iuri: Os motivos foram ganhar experiência
internacional, conhecer outras culturas e tentar aprender algo
com elas. Obviamente fazer o doutorado, ganhando com a vivencia
internacional que um curso desta natureza proporciona, em termos
de professores e colegas do mundo inteiro. Além disso Barcelona
possui um clima semelhante a Porto Alegre, cidade em que passei
a maior parte de minha vida.
O que mais gosta daqui?
Iuri: Da segurança, dos serviços
de transporte, da limpeza e da organização da cidade,
das coisas feitas com planejamento, do sol que brilha mesmo no
inverno...
O que menos gosta daqui?
Iuri: Da burocracia nos serviços
públicos (inclua-se aí a universidade), de ser tratado
como imigrante (ás vezes), dos preços e da grossura
dos catalães - o que já é marca registrada
(nem todos, claro).
O que mais sente falta
do Brasil?
Iuri: Da comida! dos amigos e do futebol
do meio de semana.
O que menos sente falta
do Brasil?
Iuri: Da insegurança, das
injustiças e das diferenças sociais.
Queres voltar ao Brasil? Quando? Planos
futuros?
Iuri: Com certeza! Meu lugar é lá.
A idéia é de voltar no final de 2005 e, de alguma
forma, contribuir com o país com a experiência e
os conhecimentos acumulados por aqui.
Tens algum
objeto ou algo em concreto que te lembre Brasil, que entendas
como parte da tua identidade brasileira?
Iuri: Sim, carrego a bandeira brasileira e, se o ambiente for
mais descontraído, levo um apito daqueles de escola de
samba, mesmo sem saber fazer grandes ritmos.
*Entrevista e fotos feitas
por Karla Brunete Maxim Popovitch em Barcelona. Agosto de 2004.